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domingo, 17 de abril de 2011

Índios da tribo MBYÁ Guarani, de Barra do Ribeiro, visitam a Escola Marcus Vinícius de Moraes

Projeto Cultura Indígena: Um Sucesso!!!

O Projeto foi um Sucesso porque a Comunidade escolar Participou Unida.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Projeto:Cultura Indígena

    Projeto Índios 16/04/2011
    
Apresentações no Auditório

  •     8h30min- Chegada dos alunos e organização no auditório da escola. 
  • 8h40min – Chegada dos indígenas à escola: recepção e acolhida com um lanche reforçado no refeitório. 
  • 9h45min - Introdução do assunto do projeto aos alunos, com explicações a respeito do por que da escolha d dia 19/04 como Dia do Índio e as mudanças na LDB, onde a lei 11.465/08 altera um artigo da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e substitui a lei 10.639/03, que já previa a obrigatoriedade do ensino sobre  história e cultura afro-brasileira em todas as escolas brasileiras. A partir de agora, confere-se o mesmo destaque ao ensino da história e cultura dos povos indígenas. 
  • 9h - Conversa informal dos Indígenas com os alunos presentes a respeito da preservação de sua cultura e de como vivem atualmente. 
  • 9h40min – Apresentações das atividades elaboradas pelos alunos e professores: 
  • Canto dos Alunos dos Anos Iniciais: Tu Tu Tupi 
  • Apresentação dos cartazes sobre Bebidas Alucinógenas com explicação das fórmulas Químicas. MD- ProfªSimone 
  • Índios Brasileiros do Século XXI – Profª Tânea (Exposição de cartazes) 
  • Índio na Mídia – Profª Cláudia
Apresentações nas salas Temáticas
  •     Sala da T.51: Apresentação, com explicação, dos cartazes a respeito da Alimentação Indígena Típica, com degustação. 
  •   Sala das Almofadas: Hora do Conto  com as alunas do MD, Profª:Cláudia 
  • Sala das Almofadas: Teatro de Sombras - A lenda da Erva Mate- Professor Cesar e 5º ano. 
  • Sala da T. 51: A Peteca e as Leis de Newton- A partir de um vídeo temático a respeito da cultura indígena, a Profª Rosilene Sallin realizará uma oficina de confecção de petecas com material reciclado e a confecção de cartazes alusivos à data comemorada. 
  • 11h – entrega de alguns alimentos, roupas e brinquedos aos representantes indígenas. 
  • 11h15min- Mensagem Final

Sepé Tiarajú

Sepé Tiarajú

                                          A LENDA

Ficou decidido pelo Tratado de Madri, que a Espanha trocaria com Portugal sua possessão conhecida por Sete Povos das Missões pela Colônia do Sacramento. Milhares de índios guaranis, catequizados e civilizados pelos jesuítas espanhóis, habitavam as Missões. Mas, conforme regia o tratado os habitantes das Missões deveriam deixar suas terras e mudar-se para o território pertencente aos espanhóis. Acontece que o prazo da mudança era muito curto e, os índios descontentes, não iriam ter tempo suficiente para realizar tal feito. Os jesuítas interferiram e obtêm um prazo maior. Mas neste momento surge Sepé Tiarajú, um índio jovem, muito forte e admirado por todos, que possuía uma namorada chamada Jussara. Certa manhã, ao acordar, correu até Sepé para relatar que tivera um sonho no qual um anjo lhe dissera que grandes sofrimento estariam por vir.
Um jesuíta, chamado Padre Balda, ouviu tal conversa e procurou acalmá-los e fazê-los esquecer o mau presságio. Logo em seguida chega a ordem para desocuparem as terras e as tropas espanholas e portuguesas encontravam-se por perto para cumprirem tais ordens. O jesuíta, dirigiu-se aos índios, tentando persuadi-los: - De nada adiantará uma revolta, meus filhos. Apenas daremos às tropas motivo para atacar-nos. Vamos em paz e reconstruiremos nossa cidade e nossas lavouras.
Sepé então desculpou-se com o jesuíta, mas prometeu oferecer defensiva. Não permitiria que seu povo entregassem aos portugueses o fruto de tantos anos de trabalho. No dia seguinte reuniu seus guerreiros e partiu a cavalo ao encontro do inimigo.
Jussara desesperou-lhe, mas nada mais poderia ser feito.
No acampamento português, Sepé foi feito prisioneiro e arrastado à presença do general lusitano. Mandaram o bravo índio beijar a mão do general e ele recusou-se:
- Ninguém me obrigará a beijar a mão de outro homem. Depois sou eu o dono destas terra que tentam tomar.
O general português riu-se:
- Você é apenas um pobre bárbaro, mais nada.
Os olhos de Sepé estavam incendiados de raiva quando respondeu:
- Bárbaro? Tu é que pretendes arrancar a terra de seu dono e eu luto em defesa de meu povo. Quem é afinal, o bárbaro aqui?
Quando o general percebeu que não conseguiria nada por mal, resolveu mudar de tática e fingiu-se de amigo tentando obter a informação de onde estavam escondidos os cavalos de seus guerreiros para que pudesse apossar-se deles e deixar o inimigo sem meio de ataque. Nem uma palavra foi dita pelo índio, que muito ágil ainda conseguiu escapar.
Ao retornar às Missões, o povo vibrou de alegria. Sepé revelou o conteúdo da sua conversa com o general português e admitiu que agora odiava mais do que nunca o inimigo. O jesuíta percebendo a agitação que dominava o índio pediu que ele descansasse, acreditando que algumas horas de sono abrandasse sua revolta. Sepé obedeceu, exausto como se encontrava, o ódio cedeu ao sono e ele adormeceu.
Alguns dias mais tarde como os índios não tinham deixado as Missões e o prazo se esgotara, as tropas portuguesas aguardavam a chegada das tropas espanholas para juntas expulsarem os desobedientes. Mas, depois de algum tempo chegou um informe notificando-lhes que os espanhóis ainda demorariam para lá chegar. O chefe português foi então obrigado a recuar e voltar para permanecerem aquartelados. Quando tal notícia chegou as Missões, o povo interpretou a retirada do inimigo como uma derrota e a alegria foi imensa. Mas, como tudo que é bom dura pouco, um mês depois um grito ecoou e transformou imediatamente o ânimo daquela gente:
- Vamos ser atacados!
Chegavam os portugueses e espanhóis juntos. São Sepé assume a chefia de seu povo e correm para preparar-se para guerra que se aproximava. Sepé despede-se de Jussara e parte com seus guerreiros.
Os índios defenderam-se bravamente. As balas de seus oponentes eram respondidas com suas flechas. Caem homens dos dois lados. Brancos e índios confundiam-se no ardor da peleja. Tal coragem frente a tão possantes armas surpreendiam o inimigo. Mas estes últimos também eram mais inteligentes e percebem que o coração da batalha era Sepé. Resolvem então concentrar-se nele. Aos punhados, cercam-o e o acirrado combate prossegue e Sepé é atingido. Ele agarra-se ao pescoço de seu cavalo num esforço para não cair. O índio tenta resistir, mas fogem-lhe as forças. Tudo escurece e seu corpo cai ao solo. Um soldado o persegue, aponta-lhe a arma e atira.
Sepé está morto! Deixou de existir o defensor dos povos das Missões.
A luta no campo prossegue e um a um os índios caem feridos. A terra cobre-se de sangue. Entre os milhares de corpos dos indígenas, estão inúmeros jesuítas, mortos quando tentavam proteger os nativos.
O manto da noite cobre a cidade abandonada e silenciosa, tornando-a triste. Ninguém acreditaria que ali vivera um povo alegre e laborioso.
Tudo estava terminado.
Aqui no extremo sul do Brasil, Sepé Tiarajú é o símbolo da resistência e do instinto de liberdade de um povo. Ele foi um típico herói missioneiro que passou para o folclore gaúcho como santo. Depois de 13 anos de sua morte, o poeta Basílio da Gama, escreveu o poema épico da literatura brasileira, "O Uraguay", intuindo um carisma todo especial à Sepé, quando descreve sua subida aos céus. Ele foi também, a fonte de inspiração do escritor Alehy Cheiche que o homenageou em "Romance dos Sete Povos das Missões". Sua vida e obra recentemente, materializou-se no filme "A Missão" com a participação do conhecido ator Robert de Niro.
No Rio Grande do Sul há um rio e um município com seu nome. Há também, muitas entidades tradicionalistas que homenageiam este índio-santo e em Santo Angelo vislumbra-se uma estátua sua no centro da cidade.
Em 1983, as Ruínas de São Miguel Arcanjo foram tombadas pela UNESCO como Patrimônio Histórico da Humanidade, o único no Rio Grande do Sul. Hoje as Reduções são pontos turísticos visitados por pessoas do mundo inteiro. Integram o Circuito Internacional das Missões Jesuíticas, criado em 1994 e lançado pela UNESCO em 1997, em Havana, como o quarto Roteiro Turístico em nível mundial.
Eu tive a sorte de crescer brincado nos mesmos campos onde outrora viveu Sepé Tiarajú e respirar o ar impregnado de sua história e heróicos feitos. Sua imponente figura sempre povoou meus sonhos de menina, enquanto pulava de degrau em degrau as escadarias das Ruínas de São Miguel.
"ESTA TERRA TEM DONO..", que este grito de guerra de Sepé Tiarajú encontre eco em outros brados, outras lutas, agora que nos encaminhamos para novos tempos. É hora de cultivarmos mais amor pela nossa terra e nossa gente, para que nossas façanhas possam também serem lembradas e talvez, quem sabe, servirem de modelo para todo o mundo.

Homenagem do municipio de Santo Ângelo aos 250 anos da morte do índio Sepé Tiarajú, líder indígena na guerra guaranítica (1754-1756) que morreu lutando pelo direito das terras missioneiras.
ESCULTOR: Olinto Donadel.(25/12/1967)

História dos índios será obrigatória em todas as escolas...




Obrigatoriedade foi publicada em lei sancionada em 11-03-2008 pelo Presidente
O estudo da história do povo indígena no Brasil será obrigatório em todas as escolas da rede oficial de ensino do país, tanto públicas como privadas. A lei que determina a obrigatoriedade do ensino do tema em sala de aula foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta terça-feira (11) no Diário Oficial da União.
Segundo André Lázaro, secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (MEC), a medida vale para todas as escolas de ensino fundamental e médio e deverá fazer parte de todo o currículo escolar, sem a necessidade de mudança na grade curricular.
"A lei sancionada pelo presidente não cria novas disciplinas, por isso a grade curricular  não será alterada. O que muda é que haverá uma preocupação maior na formação dos professores para deixá-los melhor preparados para lidar com o assunto em sala de aula. É uma medida saudável e tem como objetivo mudar a abordagem da questão indígena", afirmou o secretário.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Uma escola Hunikui ...

Vídeo nas Aldeias

 Criado em 1987, Vídeo nas Aldeias (VNA) é um projeto precursor na área de produção audiovisual indígena no Brasil. O objetivo do projeto foi, desde o início, apoiar as lutas dos povos indígenas para fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais, por meio de recursos audiovisuais e de um produção compartilhada com os povos indígenas com os quais o VNA trabalha.

O VNA surgiu dentro das atividades da ONG Centro de Trabalho Indigenista, como um experimento realizado por Vincent Carelli entre os índios Nambiquara. O ato de filmá-los e deixá-los assistir o material filmado, foi gerando uma mobilização coletiva. Diante do potencial que o instrumento apresentava, esta experiência foi sendo levada a outros grupos, e gerando uma série de vídeo sobre como cada povo incorporava o vídeo de uma maneira particular.

Em 1997, foi realizada a primeira oficina de formação na aldeia Xavante de Sangradouro. O VNA foi distribuindo equipamentos de exibição e câmeras de vídeo para estas comunidades, e foi criando uma rede de distribuição dos vídeos que iam produzindo. Foi se desenvolvendo e gerando novas experiências, como promover o encontro na vida real dos povos que tinham se conhecido através do vídeo, “ficcionar” seus mitos, etc.

O VNA foi se tornando cada vez mais um centro de produção de vídeos e uma escola de formação audiovisual para povos indígenas. Desde o “Programa de Índio” para televisão em 1995, até a atual Coleção Cineastas Indígenas, passando por todas as oficinas de filmagem e de edição do VNA, em parceria com ONGs e Associações Indígenas, o projeto coloca a produção audiovisual compartilhada ao centro das suas preocupações.

Em 2000, o Vídeo nas Aldeias se constituiu como uma ONG independente. A trajetória do Vídeo nas Aldeias permitiu criar um importante acervo de imagens sobre os povos indígenas no Brasil e produzir uma coleção de mais de 70 filmes, a maioria deles premiados nacional e internacionalmente, transformando-se em uma referência nesta área.