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domingo, 10 de abril de 2011

Juruna, o Espírito da Floresta




Mário Juruna - Filho do cacique Xavante Apoenã, nasceu na aldeia próxima a Barra do Garças (MT), em 1942. Após viajar por boa parte do Brasil, na década de 70, passou a percorrer os gabinetes da Fundação Nacional do Índio, em Brasília, lutando pela demarcação Xavante. Foi então que se tornou famoso: jamais era visto sem seu gravador, “para registrar tudo o que o branco diz”. Foi eleito deputado federal e, durante o mandato (1983-1987), criou a Comissão Permanente de Índios na Câmara, além de realizar o primeiro Encontro de Lideranças Indígenas no Brasil, reunindo 644 caciques de todo o país. Ao final de sua carreira política, passou a ter muitas dificuldades para viver. Juruna morreu na pobreza em 18 de julho de 2002 devido a complicações decorrentes do diabetes.

Mário Juruna foi a voz dos povos indígenas ao denunciar o genocídio e o descaso das autoridades com a sua cultura. Para o povo Xavante, resgatar a imagem da sua mais expressiva liderança no meio da cidadania branca é contribuir para o preenchimento de uma lacuna na história política do Brasil.

Único indígena a ocupar cadeira no Parlamento do Brasil, Mário Juruna é apresentado no filme pelo filho primogênito – Diogo Amhó – que através de seus parentes resgata a memória do pai e a trama de sua história no complexo mundo dos povos indígenas. O enredo do filme mostra a resistência e a sobrevivência das comunidades indígenas diante do avanço da “civilização” e propicia uma reflexão sobre a conjuntura político-social brasileira, da metade do século 20 até o presente momento.

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